Como a Igreja reconhece a santidade
Uma vida de fé inspira; um título canônico exige o discernimento e os atos próprios da Igreja. Conhecer a diferença evita confundir devoção popular com reconhecimento oficial.
Servo de Deus: a causa é investigada
Uma causa formal examina a vida, os escritos, os testemunhos e a fama de santidade ou de martírio. A abertura da investigação não significa que a pessoa já foi beatificada. A fase diocesana reúne elementos que serão examinados em Roma.
Venerável: ainda não é beato
O reconhecimento das virtudes heroicas é um passo importante das causas que seguem essa via. Outras causas podem ter como fundamento o martírio ou a oferta da vida. O site registra a natureza do reconhecimento quando ela está documentada, sem tratar todos os casos como se percorressem uma sequência idêntica.
Beato: beatificação celebrada
Na via das virtudes, a beatificação normalmente depende do reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão da pessoa. Na via do martírio, esse milagre não é exigido para a beatificação. Um decreto que autoriza a beatificação e a cerimônia já realizada também são acontecimentos diferentes.
Santo: canonização
A canonização é o reconhecimento para a Igreja universal. Normalmente há a investigação de outro milagre depois da beatificação, mas existem procedimentos e exceções próprios, como a canonização equipolente. Por isso, não se deve inventar um “segundo milagre” para preencher uma ficha.
Milagre, graça relatada e tratamento médico
Um testemunho de melhora ou cura é um relato. Para ser apresentado como milagre aprovado para uma causa, é preciso indicar o reconhecimento eclesial correspondente. As páginas distinguem beatificação, canonização e relatos particulares. Orações, devoções e objetos religiosos não substituem acompanhamento médico.
Corpo, relíquia e imagem
Uma imagem que representa o santo não é seu corpo. Um santuário dedicado a ele pode não guardar seus restos mortais. E uma pequena relíquia não significa que a sepultura inteira esteja naquele lugar. O mapa do site mostra referências de atuação e de memória, não coordenadas de túmulos.
Uma memória sem culpa coletiva
Os relatos de martírio são apresentados em seu contexto histórico. O reconhecimento de um martírio não autoriza hostilidade a povos indígenas, a cristãos de outras tradições, a religiões ou a grupos atuais. Evita-se também transformar o sofrimento de crianças em narrativa sensacionalista.